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Posts Etiquetados ‘estupidez humana’

Instagram para Android

Instagram para Android
Sempre lembro Caco Antibes quando leio matérias assim, fico pensando se esses sentimentos ocorrem nos USA/UE ou se é coisa nossa. Fato é que brasileiro tende a cagar tudo em que coloca as suas mãos.

Anyway, além de não ter doméstica, também não tendo grana nem pra Android de $200 pilas, portanto, ainda há esperança para o Instagram.

Mas se você usa Instagram, independente do seu Smartphone, uma dica legal do que fazer com suas fotos é este Painel de Fotos do Instagram.

Imagens de acidentes de transito

11/02/2009 19 comentários

Por que somos tão pudicos?

imagens de acidentes de transito

Todo ano é a mesma coisa, com a proximidade do carnaval algumas campanhas acabam aparecendo com mais frequência na TV. Campanhas que vão do incentivo ao uso da camisinha ao cuidado com o consumo de álcool, principalmente quando vai dirigir. Claro que sou a favor das campanhas, considero válida qualquer forma de educar.

Civilidade no transito, no entanto, é um assunto que na minha modesta opinião Zé Ruela, merece atenção especial no método educacional. Algo mais ao modo Laranja Mecânica do Kubrick, não é isso que tenho visto na TV.

No pouco tempo que dedico a ela, vi comerciais da atual campanha “se for dirigir não beba”, “bebida e direção não combinam” ou algo assim, todas subliminares demais para o meu gosto. Os comerciais chegam a ser bonitinhos. Não os acho adequados, mas esse é o jeito de se comunicar do brasileiro, que prefere uma abordagem menos chocante para as coisas. Sempre dizendo que podemos transmitir idéias sérias sem precisar apelar para o grotesco e coisas do gênero. Os comerciais parecem que foram bolados pela Luma, sempre educativa de forma suave e generosa. Temos Luma demais e Kubrick de menos.

Não sei quanto à você, mas eu não acho que deva ser assim com educação no transito, seja pra falar sobre álcool, velocidade ou cinto de segurança. Penso que tem mais efeito confrontar as pessoas com as tragédias do transito, em qualquer idade, mas principalmente se for jovens e adolescentes em idade de cair ao volante (com trocadilhos). E acho que isso pode ser feito com arte e maestria.

Coincidentemente, tenho guardado alguns comerciais do estrangeiro tratando exatamente desse assunto, civilidade no transito. Observem como eles vão direto ao ponto, como são objetivos, mostram as coisas acontecendo, as pessoas sofrendo, seja dentro do carro ou no tribunal. Mostram as consequências dos atos inconsequentes como elas são, porque assim faz as pessoas sentirem a experiência desagradável de morrer, de matar, de sofrer ou pagar por isso. Segundo os psicólogos isso é como a música “atirei o pau no gato”, serve pra construir uma memória emocional que vai evitar que o adulto mal trate os animais (deixo pra você os comentários sobre essa música). Vamos aos filmes, e se achar que pode valer a pena usar seu blog para educar mais que as TVs, pegue mais alguns vídeos do Y2Be e publique, pode ter certeza que eles farão mais efeito na galera que os filmes da TV.

Os Filmes Indicados

Bem dirigido aos jovens, esse comercial bem ao estilo Matrix (Andy e Larry Wachowski que se cuidem) fala sobre a importância do uso do cinto de segurança também no banco de trás, reparem como a gravação do vídeo é elaborada, coisa de cinema. Não temos campanhas assim porque custam caro? Tudo bem, cuidar de acidentados pelo SUS deve ser mais barato. Gosto da música, se souberem qual/quem é, deixem nos comentários.

vídeo com ótima direção (quero saber qual é a música)

Já esse tem enredo, tem história. Coisa de gente grande, para o sujeito bem sucedido que comprou seu primeiro carro e a startup tá fazendo sucesso, mas também é legal para o Playboy filhinho de papai. Parece um filme com Tom Cruise, Demi Moore e Jack Nicholson, entre outros, com direção de fotografia apurada e corte preciso, excelente pedida pra assistir com a namorada (não esqueça o presente do dia dos namorados).

vídeo sensacional (com história)

Surpreendentemente simples e objetivo. Esse filme vai deixar a sua cabeça cheia de outras cenas e lembranças que podem ser de você mesmo ou de seus amigos. Traz a realidade daquele profissional que será obrigado a “lidar com você” caso insista na burrice de beber e dirigir.

vídeo com final inesperado

Update em 12/12/2011: Vi no face do amigo Lula e resolvi que cabia neste, antigo e na minha opinião, atual post.

vídeo que mudou o comportamento australiano

como burlar a lei seca

27/07/2008 19 comentários

taxi
Seguindo a linha dos Blogs que prestam o desserviço de divulgar maneiras de enganar o bafômetro ou escapar de blitzen (houaiss), resolvi publicar a resposta para uma das mais emacacantes perguntas dos últimos tempos.

Como fazer pra voltar pra casa dirigindo sem ser parado pelas Blitze? (aurélio)

Eu tenho a resposta: Compre um Táxi.

Pensem bem pessoal, a polícia não vai parar um táxi numa blitz pra pegar irresponsáveis que dirigem depois de beber. Mas se de qualquer maneira isso acontecer, você ainda pode dizer que é a sua última corrida do dia e que depois vai pra casa tomar uma com a sua nega.

esse país é sério? suécia é?

30/06/2008 18 comentários

eisenbahn
Update é legal e eu gosto em 18/07/2008: O número de mortos no transito reduz 63%, isso porque nem todos estão cumprindo a lei. Agora imaginem se todos cumprissem não só essa, mas todas as leis de transito?

A Suécia é séria sim (da Suíça eu falo outra hora).

Enquanto por aqui as pessoas continuam achando que podem beber e dirigir, fingindo desconhecer a verdade sobre a nova Lei Seca, na Suécia eles passam pelo terrível sofrimento da falta de problema, e o mundo não tá nem aí pra isso.

Lá o parlamento está discutindo de um garoto de 8 anos pode ou não ter a liberdade de escolher os convidados para sua festa de aniversário. Você já viu alguma reportagem mostrando suecos protestando contra o desmatamento da Amazônia ou a fome (o que é fome?) no nordeste? Não, eles discutem os direitos dos meninos de 8 anos. Eles se preocupam com a possibilidade de um “colega” excluído da festinha sofrer danos traumáticos permanentes.

E sabem por quê? Porque se lá uma lei diz que não pode, então não pode.

Ninguém precisa colocar no jornal de prenderam 300 só nas estradas federais. Se eles proibirem de beber e dirigir, as pessoas não dirigirão depois de beber. Quem não concorda com a lei pode ir ao parlamento discutir o assunto, mas enquanto isso, ele obedece. Por quê? Pelo simples fato de que a lei foi criada por representantes de uma maioria, a lei reflete o desejo da maioria.

Quando criaram a ridícula lei impedindo comerciantes de vender bebidas alcoólicas nas estradas, eu gritei. Mas não gritei por ser contra leis, mas por falta de bom senso daquela lei. Podem me dizer que tem lei demais e pra tudo e que mesmo assim as coisas vão mal. Podem dizer que lei demais é isso, que lei exagerada é aquilo.

Não é não.

Leis se proliferam onde o bom senso é escasso.

A quantidade de leis de um povo reflete diretamente a quantidade de bom senso desse mesmo povo.

Lei demais, bom senso de menos.

Alguém sabe me dizer onde tem 1/2k de bom senso pra vender? Ahhh não vende? Não, não se vende bom senso, não adianta falar que na Suécia tem bom senso porque eles tem o rabo cheio de dinheiro. O bom senso sueco é “berço”.

Eu não sou sueco e tenho bom senso para algumas cosias. Se sair pra beber, volto de táxi. A minha mãe sempre disse que nunca levaria cigarro pra filho em cela comum. Entendem que eu não posso sair por aí sendo preso? Tenho bom senso na base da lei. Ahh, mas você não tem dinheiro pro táxi? Então nem devia gastar dinheiro com a bebida, capicce?

Mas não é só porque o sueco tem bom senso, é porque o sueco é mais honesto que o pocotó e as suas leis. Sim, eles tem algumas. Se em alguma era o brasileiropocotó for um tiquinho honesto, talvez ele possa nutrir esperanças de, quem sabe um dia, poder ter preocupações tão significativas quanto às dos suecos. Enquanto isso não acontece, um brinde, e cana pros marginais (sem trocadilhos).

post scriptum: Sim, a Bianca bebe mais do que toda aquela cerveja.

post scriptum II: Hoje, mais tarde li no Enochatos, blog cujo redator já morou na Suécia (ui, gente coisa é outra fina) , que láááá na Suécia, aquele país chato, de gente chata que não pula carnaval por 15 dias, não anda pelada nas ruas, não ensina meninas de 5 anos dançar na boquinha da garrafa, de gente que não dome na calçada pra conseguir vaga em escola de lata ou pra conseguir ir no médico tratar da dengue, naquele país de gente que não passa frio nem fome, país em que a metade da população não vive de assistencialismo do governo. Lááááá nesse país, beber depois de dirigir da cana. Ele não tem opinião formada, mas postou a carta de repúdio de uma confraria que tem. Na carta o presidente usa o argumento de que as velhinhas que se encontram no final de tarde para um chá não poderão degustar bombons de licor. Pelamor né Sr presidente, argumentos assim derrubam a credibilidade de qualquer carta de repúdio. De qualquer forma, opinião é como cu, cada um tem um.

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Castrem as Pessoas, não os cães

30/11/2007 22 comentários


o Zimba e a minha irmã (o cão é o Zimba)

O estado de Santa Catarina proibiu a criação de cães da raça pitbulls, lamentável. Pelo que pude perceber até agora, o formulador da tal lei, o deputado Marcos Vieira do pmdb, assim como um monte de gente que fala sobre o que não entende, sequer sabe que pitbull não é raça e sim tipo de cão. Fila-brasileiro, American Mastiffs, American Staffordshire Terrier, entre outros, são raças do tipo pitbull. A lei determina a esterilização de cães que, em médio prazo seriam extintos. Quanta imbecilidade.

Não preciso dizer que o comportamento dos cães com relação aos humanos depende muito mais da maneira como são tratados pelos seus donos ou responsáveis do que da sua raça ou índole. Já o contrário não é verdadeiro, o comportamento do humano em relação aos cães sempre depende de quanto o humano é imbecil.



Zimba e o meu amigo Deputado (o cão é o Zimba)


Zimba e o meu cunhado Pingüim (o cão é o Zimba)

Nós temos um cão da raça American Staffordshire Terrier, é o Zimba Lala-wewa. Ele é enorme, porém o mais cagão que eu já conheci. A Isabela, filha da Daniela, cresce montando cavalo, torcendo as orelhas, e dando marteladas nas bolas do pobre, mas ele continua com aquela cara de cagão. Ele também se borrava de medo do Fit, o gatinho, agora ele ta mais acostumado com o Fit detonando ele. Cães dessas raças, entre outras raças “assustadoras”, são muito mais fortes que um poodle, muito mais amáveis, fiéis e confiáveis também.

Se a minha irmã morasse em Santa Cataria, ela iria a um juiz, mostraria o pedigree do Zimba provando que ele não é da “raça” pitbull (raça essa que nem existe) e o deputado Marcos Vieira do pmdb, junto com o governador, que fossem à merda, que fossem castrados com uma facona enferrujadona.

Isso me deu uma idéia, de que comecemos a castrar pessoas. Cometeu algum crime? Castra o sujeito. Matou? Castra. Roubou? Castra. Colarinho branco? Castra. Ia ter muito mais gente castrada do que cão.

Aprovou leis imbecis como esta de Santa Catarina? Castra o governador também, porque gente assim precisa parar de procriar, já que eu sou capaz de apostar 10 por 1 que políticos podem gerar filhos tão desprezíveis quanto essa lei aí. O lula não dá mais, porque ele já tem a sua prole (rapaz, e que prole esperta), mas podemos mandar castrar a prole toda dele, o que acham?

Sabe quando os autores do Freakonomics sugeriram que a legalização do aborto diminui a violência? Então, concordo com eles e vou além, a castração dos políticos podem fazer uma nação melhor (se você não leu o livro ou não sabe do que se trata, não seja burro a ponto de me contestar sobre o lance do aborto, sob pena de eu achar que você também deva ser castrado).

E o pequeno cachorro cão Ozzy? Vai bem (preocupaaado), ele também achou essa lei um horror.

cpmf, egoístas não pagam impostos

24/10/2007 21 comentários


click e ria

O Márcio escreveu um texto super bonito sobre a CPMF, sociólogos, instituições formais e comportamentos informais. Achei o texto bem escrito, é a visão dele e eu ia adorar papear com ele na mesa de um boteco, reforçando mais uma vez o convite. Mas então eu me inspirei a falar o que penso sobre o tal imposto, sobre quem paga e quem é beneficiado. Eu que não sei escrever tão bonito, peço desculpas pelo mau jeito.

O governo fala que ao acabar com a CPMF o pobre vai ficar sem benefícios como as bolsas e a saúde (isso é mentira), eu não to nem aí pra isso (isso é verdade). Vamos aos meus argumentos.

Quando eu falo que o pobre compra produtos piratas e ta fodendo a economia, entre outras coisas, como colocar dinheiro nas mãos do crime organizado, roubar os direitos autorais dos artistas, receita das gravadoras e tals, o pobre diabo me responde que não está nem aí pra isso, ele é pobre (só ele, coitadinho), as coisas custam caro e se ele não comprar pirata ele não poderia tê-las.

Aos meus olhos, o pobre diabo está sendo egoísta, não está nem aí pros outros (e nem aí pro país) desde que ele, coitadinho, possa assistir ao dvd pirata do zeca pagodinho no seu dvd player comprado pelo dobro do preço em 24 vezes nas casas bahia. É o informal querendo ser beneficiado pelo formal. É o informal querendo que só eu seja formal. Se isso não é egoísmo, então eu sou um duende (ou gnomo, dependendo do que você consumiu) que mora embaixo de um cogumelo.

Eu não recebo bolsas do governo, não sou usuário da saúde pública, nunca seria beneficiado por programas de moradia popular do governo. A única coisa que eu faço pro governo é pagar impostos, muito mais que os pobres diabos.

Pago imposto quando encho o tanque do carro, quando pago ipva, quando pago iptu (o pobre é isento, eu pago pra limparem a rua dele) quando compro vinho, quando compro queijos, quando pago o seguro do carro, o seguro saúde (porque não uso a pública), a conta da cantina napolitana, o restaurante oriental, coisa que o pobre diabo não faz. Eu pago imposto pro pobre diabo receber benefícios e ele não ta nem aí pro certo e pro errado, não ta nem aí se o pato é macho, ele quer é ver o ovo. Formal e informal? Ele caga e anda pra isso, é a filosofia da vaca.

Repararam que não é só a CMPF, se eu olho pro lado, puft! tô pagando imposto. Quando eu falo que pago mais imposto que as classes mais pobres que a minha, tentam me convencer que não, não conseguem. É muita desigualdade fiscal.

Se isentassem todos dos outros impostos e deixassem somente a CPMF, a desigualdade seria menor, mas ainda assim eu pagaria mais. Tomem, por exemplo, que eu pago meus funcionários em dinheiro exatamente porque eles não querem pagar CPMF. Eles não pagam, mas eu paguei quando saquei o salário deles no banco. Então vem o sindicalista (espécie em risco de extinção, ainda mais agora que o lula deu mais uma paulada nele, rsrs) dizendo que eu tenho mais é que me foder porque sou patrão e o coitadinho é empregado. Ahãm, sei, to acostumado.

Resumindo, eu pago imposto pra outros receberem os benefícios (sejam eles pobres diabos ou banqueiros) e esses não estão nem aí pra ninguém a não ser pra eles mesmos. Posso até estar consolidando meu lugar no inferno, mas não quero pagar a CPMF. Você pode até não concordar comigo, mas pense a respeito. Você também pode achar que eu sou egoísta. Gostaria de ser, os egoístas não estão pagando impostos.

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