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Posts Etiquetados ‘fly fishing’

Restauração do fusca 73

17/09/2008 35 comentários

Eis o novo brinquedo. Saiba mais no meu site sobre FLy Fishing

fusca

Eu sempre quis ter um Fusca e comprei um por muito pouco. É azul e está detonado, é um fusca detonado. É azul, mas estou temporariamente chamando de Amarelo, porque gosto de amarelo e talvez um dia ele venha a ter mesmo essa cor, ou duas. Eu também gosto de Fusca de duas cores. Essa noite sonhei com o carrinho, lembro que no sonho havia encontrado um bom nome pra ele, mas agora não me recordo mais de nada. Você tem algum nome pra sugerir?

Ao contrario do que pode parecer, eu não gosto tanto de carros como se imaginam homens gostando de carros. Carros costumam ser pra mim meros meios de locomoção, a não ser quando são brinquedos. E eu gosto de brinquedos.

fusca

Esse fusquinha vai servir para as minhas idas quase diárias aos ribeirões da região e talvez, mais adiante se torne meu primeiro carro, ou meio de locomoção. Também tá certo que ele polui 10 vezes mais que meu outro carro por ter motorização mais antiga, sistemas de exaustão mais antiga, não ter catalizador e tals. É uma coisa a se pensar e eu gostaria da opinião de vocês. O que os levaria a andar com um carro antigo que polui mais?

Ainda não planejei o que fazer na sua restauração, não sei se buscarei a originalidade do modelo 1973 ou se vou optar por dar toques de modernidade e exclusividade ao inseto. O que acham? Eu gosto de pinturas com faixas de rali, mas também gosto de bicolor (já disse isso). Ainda não sei de nada, mas uma coisa é certa, hoje eu vou pescar com ele, fly fishing, não se esqueçam. E não esqueçam também de sugerir um nome pra ele.

Post Scriptum:
Aproveitando pra deixar a dica do melhor beatbox de todos os tempos. Fiquei pensando que aqueles pais que fazem aqueles videozinhos “superlegais” de seus filhotes e obrigam as outras pessoas a assistirem tem muito o que aprender com os pais dessa garotinha. hehehe

Post Scriptum II: Ontem eu fui ajustar o retrovisor direito e ele saiu na minha mão, a maçaneta interna da porta do motorista também. hehe

A primeira tatuagem

13/09/2008 15 comentários

Desde quando eu quero fazer uma tatoo? Desde sempre.

tatuagem fly muddler minow

Existiam vários problemas com esse desejo e o primeiro deles era o significado. Fazer uma tatoo só por fazer? Nada contra, mas não é pra mim. Resolvi isso quando deixei Sampa pra trás e resolvi morar nem Santa Catarina.

Resolvida a questão do motivo, o problema seguinte era que eu não sabia o que fazer. Resolvi isso quando mudei de modalidade de pesca (do bait casting para o fly fishing). Minha primeira tatuagem seria uma mosca. Mas eu tinha ainda outras dúvidas. Qual mosca? De onde sairia o desenho?

Quando passei a escolher a mosca, deixei de lado as minhas preferências práticas e decidi por olhar com bastante carinho para moscas que pudessem ser atadas em proporções adequadas ao local onde eu queria a tatto, acima do cotovelo. Também queria uma que de certa forma, representasse visualmente a pesca com mosca, que fosse fácil de ser reconhecida. Ela também deveria ser fácil de desenhar com linhas simples. Só isso? Que nada, ela precisava doer pouco. Daí a escolha de uma Muddler.

Aproveitei uma ida a São Paulo para visitar o Studio do Chico ou Chiquinho, que é como eu o conheço há mais de 10 anos. O Chiquinho aprendeu a arte da tatuagem com os tatuadores da Yakuza no Japão e tem um traço fantástico. Sempre soube que no dia da primeira tatoo, o artista seria o Chiquinho. O legal é que ele vem de uma família de pescadores e aprendeu também no Japão a pesca com mosca.

Liguei pra ele e agendei. Nem precisei ir ao seu Studio no Jardins. Ele fez a minha tatoo no Studio que mantém na sua casa para atender os “de casa”, o que pra mim foi uma honra. Quando eu disse o que queria ele falou: “Meu, eu vô curti muito esse trampo!” É legal que ele saca direitinho o lance das moscas e o significado da tatuagem. Ele curtiu tanto a idéia que ficou afinzão de fazer uma também, assim que ele encontrar um local onde ainda não tenha tatuagens.

Gostei do local que escolhi, quando estou de camiseta, o que é quase sempre, aparece só a parte de baixo e dá pra perceber o olhar discreto das pessoas tentando descobrir o que tem embaixo da manga. Quem pratica fly fishing saca logo, mas quem não está familiarizado, mesmo olhando a imagem toda vai ficar meio que boiando. Muito legal.

Mas essa já foi, agora já estou pensando na próxima.

Esse texto foi publicado no escalafobético e no decolando.

produção caseira contra o trafico de penas

13/08/2008 16 comentários

Acho que todos já sabem que eu pratico fly fishing, ou pesca com mosca.

galo velho

Agora o que eu quero ver se alguém adivinha é porque tem um galo velho aqui em casa e porque eu quase joguei um balaio sobre ele hoje? Isso que eu quero ver.

galo velho

Um Altoids pra quem der a resposta correta.

galo velho

Mas atenção, não vale dizer que é para botar ovos no xaxim velho e deixar o pequeno cão Ozzy com sangue nos zóio, isso quem faz é a Senhora Dona Galinha.

ovos

Update: 1 Altoids pra Silvia, mais um altoids para o Olds Muggler, pra Tina e outro para o Nivaldo.

A river runs through it

25/05/2008 16 comentários

Ontem eu fui pescar de vadeio no Ribeirão Encano, no Encano Central (eu pesco na modalidade fly fishing. A Bianca, fotógrafa da vida selvagem e minha padawan, não quis pescar, ao invés, passou o tempo fotografando, comendo “tanjerinas” selvagens, filmando e explorando os locais, além de ser a minha fotografa oficial.

Quando eu já tinha capturado (fotografado e soltado) o primeiro lambari, apareceu o Sr. Fritz local, que se chama Fritzke, mas essa pronuncia também é só o que a Bianca entendeu, pra mim continua sendo só Fritz, rs. O tal homem chegou no rio cheio de marra, dizendo que não se podia pescar ali, que pegaria a placa do meu carro e ligaria para a “Ambiental” e tudo mais. Bom, argumentei que tenho licença do Ibama, que estava praticando Catch & Release e que tinha sim o direito de pescar naquele local, afinal, margem de rio é de acesso público. Claro que argumentei com muito tato e educação. Mas nunca vou esquecer que quando eu disse que tenho licença do Ibama ele soltou: “Ahhhh mas vai dizê!” com aquele tom de deboche. Sensacional.

Mas ao perceber que eu falava sério, o Sr. Fritz deu meia volta e resolveu prosear mais com a gente antes de tomar atitudes tão radicais. Apontando para uma curva mais acima no rio, nos contou sobre uma cobra que mora por lá, que tem por baixo uns 12 metros e só a cabeça já era maior que um dos seus porcos de 300kg, contou a história de como um dia ela veio descendo o rio para se levantar 3 metros fora d’água e engolir numa só bocada uma capivara de mais de 20kg. Era realmente muito perigoso andar por aquelas bandas.

No meio da prosa com a Bianca, porque eu já tava caminhando ao encontro aos lambaris (e da monstruosa serpente devoradora de capivaras), o Sr. Fritz ofereceu “feijon” colhido 2 dias antes, e claro, “uns tanjerinas” da sua “plantaçon”. A Bianca combinou que queríamos sim, pegaríamos depois.

Fiquei feliz pela atitude do homem, que mais tarde se desculpou por ter chegado “ralhando” daquela forma. Explicou que tem muita gente que chega ali com suas tarrafas e mata tudo, ele achou que eu poderia ser um deles. Não sei qual é a graça em pescar com tarrafa, além de ser permitida somente para pesca profissional em algumas regiões, visa somente a produtividade, pegar o peixe e nada mais.

Pescar esportivamente – expressão que eu não gosto muito, mas que ainda é a única que se encaixa no que fazemos – não prioriza o fim, que é o peixe, prioriza o meio, que é a maneira de pegar o peixe e tudo relacionado a isso. Compreende o estudo das espécies, seus hábitos de reprodução e alimentares, o estudo do clima e ecossistemas das regiões, passando pelo estudo das fases da vida de tudo aquilo que serve de comida dos peixes pretendidos durante o ano. Isso só pra simplificar as coisas, no caso da pesca com mosca (fly fishing) tem muito mais. Caminhar pelo rio revirando pedras na tentativa de fotografar e posteriormente identificar ninfas de insetos e compreender o ciclo de eclosão durante o ano, entre outras coisas, também faz um bom pescador. Tudo isso proporciona ao cabra um extremo convívio com a natureza, o faz respeitá-la, e consequentemente desperta uma vontade incontrolável de preservá-la. Ninguém se interessa muito em preservar aquilo que pode, aparentemente, não lhe fazer falta, e é complicado de convencer alguém da falta que vai fazer o mico-leão-dourado ou o caranguejo real do Alaska. Sacaram como pescar é, além de prazeroso, muito educativo?

Mas voltando ao Fritz, depois de mais uma horinha pescando e antes de partir para outro ponto do rio, resolvemos subir até a casa do homem pra buscar o feijão recém colhido a 4,50 pilas o quilo. Minha nossa, o homem fala mais que a mulher da cobra e pobre na chuva juntos. Ele me mostrou seus porcos e o chiqueiro quase caindo, explicou que não consegue arrumá-los porque “a ambiental” quer cobrar 20 pilas por árvore que ele derrubar para usar a madeira, e isso porque ele vai plantar outras no lugar. “Mas eu não to roubando, to tirando da minha propriedade”. A “Ambiental” pelo visto prefere que ele compre a madeira pra arrumar o chiqueiro de porcos, isso lhe faz algum sentido? De onde viria a madeira que ele compraria? Heim? Fiquei pensando no que pode passar pela cabeça do pobre quando vê que a Amazônia ta indo pro saco, ta virando ainda mais grana na mão de milionário amigo de político, mas resolvi nem comentar.

Achei mais recompensador brincar com o piá loirinho de olhos azuis Willian, que o homem pronunciava algo como “VirrrRãm”, segundo eles eram 9 netos, e todos começavam com “V”, rs.

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