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Posts Etiquetados ‘poluição’

Fazer só a sua parte é egoísmo

15/04/2009 16 comentários

Você pode continuar orgulhoso por acreditar que pequenas ações individuais são a maior força transformadora que se conhece, mas está na hora de começar a rever os seus conceitos, convenhamos, só fazer a sua parte até agora não tem ajudado muito.

faça a sua parte

Meus pais e avós, provavelmente como muitos outros pais e avós passaram a vida fazendo a parte deles e o planeta está nessa merda. Eles fizeram a parte deles, mas esqueceram que o planeta é coletivo e não individual, fazer a parte deles não foi suficiente pra nos livrar dos problemas que enfrentamos hoje.

Fazer a “sua” parte não vai livrar o “seu” filho de viver um futuro infeliz.

Se você não pretende ter filhos ou não se preocupa com o planeta, não precisa continuar lendo este texto. Caso contrario, você precisa fazer mais do que só a sua parte.

A frase “se cada um fizer a sua parte” não tem espaço nos comentários desse texto, essa frase nunca funcionou e nós já tivemos tempo suficiente pra perceber isso, só não queremos aceitar. A aceitação de que cada um fazer a sua parte não é suficiente implica em levar uma vida um pouquinho mais difícil, precisamos fazer mais do que achamos que nos cabe, devemos assumir mais responsabilidades do que achamos justo.

Enquanto nossos pais e avós faziam as suas partes, muitos outros pais e avós não faziam as suas. O indivíduo não consegue ser perfeito e a vantagem da coletividade é a capacidade de anular os efeitos das imperfeições alheias. Um indivíduo anulando os efeitos das imperfeições do outro e tendo um pouco dos efeitos das suas próprias anulado por um outro. No passado o coletivo não não anulou os efeitos dessas imperfeições do próximo, esse coletivo nos deixou com um pepino nas mãos.

Você pode me chamar de arrogante, achar que eu quero ser o dono da verdade, você pode encontrar 1 milhão de argumentos pra dizer o contrário e eu não ficarei espantado, as pessoas são assim há séculos e é exatamente disso que eu estou falando agora.

Fazendo mais que a sua parte na prática

Se você faz a sua parte não jogando lixo onde não deve, faça mais, recolha o lixo que encontrar pelo seu caminho. Todas as vezes que saio para o campo, levo uma sacolinha para recolher lixo que outras pessoas deixaram onde não deviam. Todas as vezes que vou ao rio trago de volta lixo dos outros, anulando um pouco do efeito das suas imperfeições e contribuindo pro coletivo.

Seja um agente fiscalizador. Quando você se informa começa a perceber mais desrespeitos às leis ambientais e as leis informais de bom comportamento coletivo. Não faça vista grossa, brigue, denuncie, cobre das pessoas, cobre dos governos e cobre das empresas, além de cobrar você mesmo.

Faça bons amigos, cerque-se de pessoas iguais a você. Prefira ter uma amiga que se pergunte quantos macaquinhos precisaram morrer para ela poder comprar aquele batom àquela amiga que faz piada quando você fala sobre o assunto.

Aproxime-se também daquela pessoa que não se importa com essas coisas, seja contagiante e ajude-a se interessar por essas questões. Se você faz a sua parte se informando, faça mais, informe as outras pessoas mesmo quando parecer que elas não se importam, informação é uma ferramenta maravilhosa. Colete e redistribua informação sobre como fazer mais pelo meio ambiente. Copie esse texto num email e envie a seus contatos sem se importar com o que eles vão pensar de você. Seus filhos terão orgulho de contar aos seus netos que os avós deles foram Ecochatos.

Quer chamar isso de Meme? Tudo bem, fique a vontade pra publicar algo a respeito de “Fazer mais do que a sua parte, porque só a sua parte não está ajudando”.

Post Scriptum: A Tatiana, já sinvorveu, como diziam na minha terra.

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as flores de finados

02/11/2008 18 comentários

Quem foi que disse que as flores de plástico não morrem? Elas morrem sim, infelizmente sem levar com elas o mau gosto de quem as compra.

Flores de plástico deveriam ser taxadas em impostos da mesma forma que os cigarros ou bebidas alcoólicas o são. Deveriam ter ainda um imposto adicional ligado ao meio ambiente.

flores artificiais

Qual o problema em se levar flores reais ao cemitério?

Lembro do tempo em que o cemitério ficava forrado de branco no dia de finados, porque são exatamente flores brancas, as flores da época.

Não sei se você o fez, mas se assim como eu visitou cemitérios nesse finados, me conte se eles, assim como o daqui de Indaial (SC), estavam tomados por um escabroso colorido artificial. São flores de plástico nas mais diversas cores inclusive daquelas que brilham no escuro. Não pude deixar de fazer piada.

As flores artificiais são nada além de artificiais. Nesse caso, elas representam um respeito artificial pelo morto. A pessoa leva a flor artificial na esperança de que ela dure o ano todo, já que ele não voltará a ter esse trabalho novamente até o próximo finados.

Vais me dizer que mora longe? Que mora em uma cidade distante e só tens a oportunidade de visitar o defunto querido uma vez ao ano? Um motivo a mais pra homenageá-lo com flores de verdade, de preferência com um vazo de flores que vai durar um pouco mais. Ou quanto tempo você acha que as flores de plástico vão ficar lá encima do túmulo?

Acho que uma pessoa que deixa flores de plástico para um morto não só está cagando e andando pra ele como está de sacanagem com o defunto, só pode ser. Flores de plástico são bregas enfeitando quaisquer ambientes, mas enfeitar um túmulo com ela é a mais fina flor da filha da putice, e da muquiranice, não esqueçamos. A maioria das flores de plástico são compradas nas lojas de 1,99, ou seja, o morto não vale 15 pilas uma vez ao ano.

Existe ainda, como em tudo, o outro lado, ainda mais perverso que o bom ou mau gosto, o meio ambiente sofre com as flores de plástico, pois elas levam séculos para morrer e enquanto isso, simples polui além do visual. E isso se falarmos da poluição somente no final do processo. Já pensaram na energia que poderia ser economizada se não produzíssemos flores de plástico?

Se fossem reais, bastaria acumulá-las em algum matinho e ela viraria adubo orgânico. No próximo final de semana ainda terei de voltar ao cemitério pra ver o que a administração fez com tanto lixo, torço para morder a língua, mas não duvido que sejam jogadas no ribeirão ou mata mais próxima.

Qual seriam os outros argumentos a favor das flores artificiais? Alguém pode fazer a gentileza de me dizer? Pode ser até mesmo um fabricante delas, prometo que te perdôo, apesar de achar que isso não vai nos isentar de nos encontrarmos no inferno futuramente.

Este post faz parte da blogagem coletiva “Ecological Day” promovida pela Sonia e que acontece no início de todos os meses. Participe!

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