de férias com pocotós
Muito bem, vocês acham que eu sou ranzinza, mas também acham que eu sou meio piadista. Adjetivos, sempre eles, mudando os substantivos. Vamos fazer piadas, mesmo eu não estando aqui pra fazer piadinhas. Assim sendo será um texto curto, bem a moda dos meus textos curtos, daqueles textos curtos que demoram pra pegar no tranco, porque assim como adoro falar muito, não gosto de escrever pouco. Parágrafo confuso? Foi só para aquecê-los.
Há muito tempo escrevi sobre xenofobia, a nossa (nossa não cara pálida) xenofobia brasileirística pocotózence, sendo moldada através dos anos para ficar igualzinha a xenofobia do oriente médio, mas não só deles. Através dela ficaremos como os franceses, que se não fossem pelos americanos hoje falariam alemão, e o alvo principal de nossa ira será os eua. Sim aquele país de terríveis monstros verdes comedores de pedra que moram no fundo da terra (alguém sabe o nome desse mostro?).
Porque eu sei que nem todos os queridos leitores e amigos dessa Frigideira se rasgam de inveja dos cidadãos acima do Rio Grande eu não vou falar sobre isso nesse texto, só vou fazer piada, daquelas piadas minhas, bem do meu jeito de fazer piada, gostem vocês ou não.
O Evilasio já comentou em primeiríssima mão, o G1 já mostrou e eu resolvi fazer piada sobre a estréia do próximo dia 1º de dezembro lá na terra dos monstros, um filme chamado Turistas (vejam o trailer), cujo enredo se desenvolve no brasil. Leiam um trecho da descrição:
Em “Turistas”, um grupo de jovens mochileiros americanos que viaja por praias brasileiras é vítima de um golpe, em que são embebedados, roubados e abandonados no meio da floresta. Para piorar, os mocinhos e mocinhas são seqüestrados por um cruel grupo de criminosos brasileiros que rouba órgãos humanos para vendê-los no mercado negro. A imprensa americana tem descrito o longa como “O albergue” (de Eli Roth) na América Latina.
Vejam só a ousadia, eles até produziram um falso site de turismo onde colocam o brasil mais pra baixo que minhoca de cemitério.
Mas Jotaerre seu chato, onde está a piada que você prometeu?
A piada é que eu mal posso esperar para ver os xenófobos dizendo:
É isso aí, estes estadunidenses tem mesmo é que se F@&$%êr, tem que arrancar os rins deles e dar pro cachorro come, tem de arrancar os figo e furar os zóio! Tem que acabar com essa gente mesmo, esses estadunidenses feios, maus, metidinhos a donos do mundo, ninguém é dono daqui não. Aqui não amigão, aqui a gente somos brasileirospocotó!
Ai ai, só de pensar eu rio muito. Mas não to rindo do filme, que deve ser uma porcaria, nem do gênero eu gosto. Apesar de ser indiscutível que o americano sabe fazer cinema, gosto pouco das suas produções e do que eu gosto, a maioria são dramas. De fato, na minha opinião 98% do que eles produzem no cinema é, em se falando de arte, lixo puro. Outra ironia é que o brasileiropocotó A-DO-RA o lixão dos gringos, consome feito louco e pirateia mais ainda, vendem cópias xexelentas nas esquinas, baixam os filmes da internet, ladrões que roubam direitos autorais sem vergonha e sem moral, com as desculpas mais esfarrapadas que eu já vi, e depois descem a Frigideirada neles. Eu gosto muito de cinema europeu, mas não só dele.
Posso fazer uma lista de motivos pra eles terem feito um filme assim no brasil sem se preocupar muito com as reações pocotozences, mas vou parar por aqui, esse texto era só pra fazer piada mesmo, senão vocês vão brigar comigo e eu não to pra isso não. Só vale lembrar, assim como já citou o Evilasio, os homens maus também fazem filmes sobre as mazelas que afligem a sociedades deles, de uma forma bem critica. E please, sejam mais criativos, dizer que os americanos sempre se fazem de vítimas e o resto do mundo é o inimigo já tá muito batido.

01/12: O G1 viu a estréia.
08/01: Eu nem tava contando pra colocar todos aqui, acho que em pouco tempo não teria espaço numa página, mas vamos com alguns, tem mais um aqui.





