sejamos os campeões da indiferença

Depois das minhas breves férias de feriado emendado, eu quase não volto aqui, meu cérebro ficou lento e eu não conseguia nem lembrar se o correto é ssebola ou çebola, como escrever algo aproveitável ao leitor nessa condição? Melhor esperar a catatonia passar não é verdade? Já ta passando, vamos falar de coisas produtivas ao comportamento social e humano. Dessa vez prometo ser mais breve e provavelmente ainda por efeito do feriado, menos ranzinza.

Somos diferentes, o que fazemos com essa diferença e como lidamos com ela?

Há algum tempo eu cheguei a essa conclusão, não adianta levantar a bandeira da igualdade e querer com ela, disseminar todo preconceito, de cor, etnia, credo, ou seja lá o que nos torna diferente. Uma pessoa negra será sempre diferente de uma pessoa branca, um oriental é diferente de um ocidental, um cristão diferente de um muçulmano e por aí vai. Sempre defendi a idéia de que por mais que nosso consciente quisesse ver todos como iguais, de alguma forma nosso inconsciente lutava contra isso. Eu dizia: é só olhar pra ver a diferença, nosso cérebro usa muito mais o que você vê, do que o que você pensa, para formar a sua opinião.

Obviamente, sempre que falava sobre essa minha teoria para pessoas igualitárias eu (e não a minha teoria, veja só) era veementemente combatido. Já entrei em boas discussões com pessoas que, em blogs ou não, pregavam contra o preconceito (ou se indignavam com ele) colocando-se fora do alcance desse sintoma. Peraí, dizia eu, calma com o andor que o santo é de barro, literalmente, pois geralmente as pessoas são tão preconceituosas quanto eu ou você, querido leitor, nem muito mais, nem muito menos. A intenção não deixa de ser boa, mas isentar-se de preconceito, pra mim sempre pareceu hipocrisia. Enfim, a minha teoria está escrita ali encima, o segundo e mais curto parágrafo.

A novidade foi o Project Implict, conduzido por uma bela indiana (com todo respeito, mas eu acho as indianas muito bonitas, ta vendo?) chamada Mahzarin Banaji, em Harvard. Você pode ver a indiana e um breve artigo em português.

Mahzarin e seu grupo (de pesquisadores) desenvolveram testes de associação implícita que mostram percepções distorcidas que raramente admitimos ter. Os testes mostram que o seu cérebro trabalha as diferenças de forma alheia a sua vontade consciente e, mesmo que você tente formar uma opinião isenta das diferenças, dificilmente conseguirá. Dessa forma, a minha teoria está corroborada por um estudo cientifico sério (clap clap, congratulations Jr).

Claro, estas sinapses são desenvolvidas ao longo do crescimento e amadurecimento do indivíduo e estão de certa forma, relacionadas ao meio cultural e social onde ele se desenvolve, mas o ponto é que elas interferem, e muito na sua maneira de ver outras pessoas (mas não só pessoas).

Penso que o simples conhecimento dessa condição de dependência de sinapses involuntárias do nosso cérebro para formarmos conceitos, ou pré-conceitos, é conditio sine qua nom para lidarmos com as diferenças, amenizando o preconceito inerente ao seu comportamento cerebral.

Você pode brandir que todos são iguais, mas o seu cérebro está lhe dizendo o contrario. Repare que pode ser mais produtivo admitir as diferenças e usar sua energia para lidar com elas, que gastá-la na luta entre o consciente e inconsciente, tentando anular uma diferença que, de fato, existe.

Somos um país grande, nem muito melhor, nem muito pior do que muitos outros. Um dos orgulhos desse país são as suas portas abertas, temos uma diversidade étnica e cultural difícil de ser igualada. Fingir que toda essa diferença entre as pessoas não existe é muita burrice, eu poderia dizer que é hipocrisia, mas acho de verdade que deixar de viver toda essa diferença é burrice mesmo. Também vejo é claro, que somos muito bons em lidar com essas diferenças, mas que ainda podemos melhorar.

Quem me mandou o texto da reportagem foi um grande amigo, filho de um japonês e uma baiana, o chamamos de JaBá. Gosto da idéia do diferente, respeitar o diferente, aprender com o diferente. Você já imaginou como o mundo seria chato se todos fossem iguais a mim?

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Publicado em brasil
37 comentários em “sejamos os campeões da indiferença
  1. Bem, se todos fossem iguais a vc eu não sei. Mas se fossem iguais a mim…. ah, como isso aqui seria chato. Mas o que seria de nós se as diferenças não existissem. Já imaginou, por exemplo, todo mundo usandop a mesma cor de roupa? Existe coisa mais chata do que farda? Então… as diferenças existem para, claro, manter as pessoas e as coisas sempre mixturadas e isso é q

  2. Continuando….

    E isso é que é legal. Nada igual é bom. Jogo empate, por exemplo, existe coisa pior? Alguém tem que ganhar e alguém tem que perder para que as diferenças se mantenham.

    Bom, já chega de tagarelice… vive la diference e um grande abraço!

  3. DO disse:

    Não importa iguais a quem fossem,JUNIOR…o mundo seria muuuito chato de qualquer forma,heheheh
    Abração!

  4. Pedro disse:

    Clap, Clap!

    Muito bom, como sempre. Pois é cara, isso é verdade se todos fossemos iguais o mundo seria horrível.
    Uma das primeiras diferenças que aprendi a respeitar e admirar e a estudar foi descoberta quando ainda era bebe, e pra economizar tempo, minha tia deu banho em mim e na minha prima na mesma banheira.
    O problema não está na cor da pele, no sexo ou na religião, e sim como você pode deixar esses fatores interferirem na sua relação com as pessoas.
    VIVA AS DIFERENÇAS ! \o/

  5. Junior, prefiro sempre tentar lutar pelo direito as diferenças, do que pela igualdade utópica.
    A graça é essa: sermos diferentes e nos respeitar-mos, reconhecendo isso.
    um grande abraço.
    PS:
    É cebola.
    😉

  6. 🙂 🙂 😀 …aqui faz smiles ????

  7. Valérie disse:

    Viva a diferença! Meu marido cansou de lutar para se convencer que não tem um pré conceito com relação as pessoas. Eu, de cima da minha utopia (vc notou isso no meu post rsrsrs) ainda acredito na igualdade, tanto que sou totalmente contra as cotas nas Universidades. Igualdade se conquista não se ganha.

    Açs

  8. Ricarda disse:

    bom, acho que a diferebça que torna o mundo legal…
    pena que tem gente aí que não entende isso….
    só lamento!!!
    beijos!!!

  9. Clara disse:

    Primeiro da tudo, gostei da figurinha que vc colocou lá em cima.

    A outra coisa é que sou péssima nos “termos internéticos” por isso que eu disse “figuirinha la em cima”, ta?

    Mas falando sério…

    A questão da diferença é polêmica, mas necessária.

    Porém, acredito, que embora sejamos todos diferentes, somos~tão iguais. Já pensou?!

    Não querendo falar poéticamente, mas falando de verdade, em nossas veias, correm sangue da mesma cor.

    Em nosso coração há sentimentos diferentes, outros tantos tão iguais.

    Tudo bem ser diferente, mas não aceito que “se faça diferença, de quem “supostamente” é diferente!!

    Tanta coisa pra se dizer, eu ficaria aqui escrevendo linhas e mais linhas….

    Acho até que embolei o meio do campo….rs*

    Vc me entendeu?

    Beijitos…

  10. Bianca Elisa disse:

    Çebola é uma coisa cebolenta que me dá vontade de chorar. Tenho trauma.Sofri as piores humilhações, agressões da professora (toda professora tem unha comprida né?) porque não sabia escrever essa palavra! Ecoam na minha memória as vozes dos “amiguinhos” Alemôa burra!!! ahahaha! Não sabe escrever!! Mas chega de bobiça. Seu texto pós-férias ficou muito pom. E fiz a brincadeira (mas que foi verdade foi!) da minha dificuldade de escrever cebola pois eu era “diferente” na escola. A menina que ainda confunde português e alemão! MAS SÓ AS FEZES”! Seu texto me fez lembrar que eu sou diferente mesmo. E lembrei também, daquela senhora alemã que um dia falou pra você: ” Ah! Mas português também é origem legal!” Pra ela, “origem” era alemã. Mas já consegue aceitar o diferente. Não gasta mais a energia para fugir ou repudiar quem é diferente. TATT

  11. Grande teste de smiles na frigideira…
    🙂 🙂 🙂 😀 😀 😀 😦 😦 😦 😮 😮 😮 😯 😯 😯 😕 😕 😕 8) 😎 😎 😡 😡 😡 😛 😛 😛 😐 😐 😐 😉 😉 😉 😆 😳 😥 👿 😈 🙄 ❗ ❓ 💡 ➡ :mrgreen:
    Yes !

    ——————————————-
    Jôka, literalmente, são tantas emoções. rssss
    Abração, Junior

  12. Luma disse:

    Se todos fossem iguais, todos seriam felizes pela simples idéia de não termos conhecido a diferença. E se Deus existe, ele criou essa diferença de cores, seria ele preconceituoso?
    As idéias não são simplistas assim. O ser humano é complexo.
    Geralmente o preconceito parte de quem sofre o preconceito, de quem convive com ele.
    Posso dizer que não sou um pessoa preconceituosa porque nunca sofri nenhum tipo de preconceito.
    O mundo é tão louco, até pessoas bonitas ou inteligentes sofrem com o preconceito.
    Beijus

  13. Tina disse:

    Ainda bem que as diferenças existem. Já imaginou se o arco-irís fosse monocromático? rs Gostei mesmo do post.

    beijos,

  14. Acho esse país grande em tudo inclusive em ruindade.
    Liliane de Paula

  15. Luciane disse:

    Oi, Júnior! Näo é querer puxar a brasa pra “frigideira” dos suecos, mas estudo semelhante foi apresentado há uns dois anos atrás por pesquiadores do Inst. Karolinska de Estocolmo. Essas idéias de que “tá tudo no cérebro ou nos gens” tão por aí há muito tempo. Comecaram com o Edward Wilson, que “fundou” a sociobiologia, mas esse determinismo biológico está longe de ser aceito por toda comunidade científica. A parte o quesito biológico, eu acho que a gente se liga muito na diferenca. Claro que ninguém é igual, mas a gente é ao mesmo tempo muito parecido. As semelhancas são muito maiores do que as diferencas, em todos os sentidos.
    Vencer o preconceito é até uma questão evolutiva, sabe? (O que o vinho faz, não? Don´t drink and write!)
    Beijos.

  16. Clara disse:

    Ah, só pra responder seu coment no meu blog..

    Não to nao…!! heheh…

  17. Ana Shirley disse:

    laranja quadrada só me faz lembrar das tais melancias quadradas q os japinhas inventaram tempinho atras…=P

    LOST!!! meu deus como fui me esquecer de lost! ai ai

  18. Matilda disse:

    Tudo se resume em como lidamos com as diferenças, como as aceitamos e incorporamos ao nosso dia a dia.
    As diferenças são muitas mas os direitos iguais, :).

  19. Ligian disse:

    Achei preciso o seu texto!
    A verdade é que a boa vontade em acabar com a discriminação acaba fazendo com que as pessoas confundam essa luta com a anulação das diferenças…
    Se todos fossem iguais a mim o mundo seria inabitável!!

  20. Déa disse:

    Estou impressionada! Agora é que não largo mais o “pé” desse blog aqui. Se tu escreve isso quando ainda está saindo da ressaca… Imagina bom! Parabéns pela lucidez de pensamento. Só adiciono que, dentro das diferenças, devemos aprender, e tratar de forma desigual os desiguais, para tentarmos chegar perto de uma certa igualdade (confuso não? Mas lê com calma que tem lógica no final!) Bom, e não posso deixar de falar da foto que é simplesmente perfeita! Parabéns de novo!

  21. Aldemir Silva disse:

    Olá Junior,

    Penso que os preconceitos existem dentro de cada um de nós. Ler: preconceito = conceito antecipado.

    No entanto devemos procurar rever esses conceitos.

    Estou sempre revendo meus conceitos e a cada dia descubro que eles, possivelmente, estavam errados.

    Abraço.

  22. cilene disse:

    Junior somos diferentes mesmo…mas o problema e que muitos nao aceitam essas diferenca…e ai que mora o perigo…

  23. bruna santos disse:

    …mas eu ainda acho legal falar de coisas bestas e nem sempre proveitosas. \o/

  24. Flávio disse:

    Voltou em grande forma, amigão! E eu concordo. Realmente, acredito que somos diferentes… e pior, ainda: tememos o que é diferente de nós. Isto, talvez, ajude a gerar o preconceito. O que precisamos é usar a racionalidade, para dominá-lo; que ele exista, mas não nos prejudique! 🙂

  25. Douglas disse:

    Interessante, mas, pode parecer hipocrisia, mas eu não tenho problema em lidar com isso, acho que nem nunca tive viu? Se o meu cérebro tem problema com isso, é problema dele, eu costumo falr para as pessoas que tenho duas vidas, uma que eu levo com a barriga e outra que eu tento viver….rs, mas enfim, é muito interessante iso que você escreveu, falando sério, é verdade, o nosso (pelo menos o meu) cérebro, diz o contrário do que eu costumo falar, e olha só que não é somente contra o preconceito, viu?

    Grande abraço!

  26. Herika disse:

    O que seria do vermelho se todo mundo gostasse do azul? Ainda bem que existem as diferenças, o problema esta em aceitar o que é diferente de você, como se você fosse um modelo de perfeição a ser seguido. Acho preconceito, racismo, discriminação muito pobre, mas no fundo carrego valores comigo que acabam discriminando um certo grupo de pessoas ou coisas, mesmo que não admita em voz alta.
    Valeu pelo tema, me fez refletir um pouco sobre meus atos.
    Beijos!!!

  27. Lula disse:

    Você pode brandir que todos são iguais, mas o seu cérebro está lhe dizendo o contrario. Repare que pode ser mais produtivo admitir as diferenças e usar sua energia para lidar com elas, que gastá-la na luta entre o consciente e inconsciente, tentando anular uma diferença que, de fato, existe. Gostei de ler isso, JR, é o q eu penso qdo vejo q alguem chama o colega de time de negão ou de japonês ou de alemão ou de sarará e a coisa continua depois alegremente no boteco de sempre, tomando umas brejas e comentando sobre o jogo, sem mais delongas. O q diferencia tudo é a forma com que se diz. E eu tava perdendo isso. Demorei, né? Abraços novoamigovéi. No Ozzy tbm.

  28. Carol disse:

    É por essas e outras que cada vez mais eu me interesso mais pelo Zen.
    O difícil é incorporar o espírito, hehehe…
    Bjo!

  29. Flavia Sereia disse:

    Somos todos iguais e ao mesmo tempo diferentes uns dos outros, o que as pessoas igualitárias não percebem é que ser diferente não diminui ninguém, ser diferente é apenas não ser igual a todos ou a maioria. Se eu chamo alguém de negro não estou com isso desfazendo da raça, ou humilhando a pessoa mas apenas identificando-o dos demais.
    Agora que eu morri com a ultima frase isso eu fiz 😉

  30. Roby disse:

    Junior, aqui na Europa estão fazendo um programa em que 3 famílias européias, vão para países onde os costumes são totalmente distintos do que eles vivem..

    Por ex: Uma das famílias foram para Namíbia, e lá ficaram 3 semanas, a outra foi para Indonésia, e a última foi para Togo.
    Mas lá eles ficaram em precárias condições de vida…mesmo..uma vida selvagem..

    Conclusão: Fizeram isso, para sentirem na caren as DIFERENçAS E APRENDER A CONVIVER COM ESTAS DIFERENçAS DO SEMELHANTE.

    E olha que foi proveitoso…quisera eu participar destas grandes diferenças!

    Aquele abraço querido amigo.

  31. disse:

    Tô melhorando, gracias!
    Passo para desejar um ótimo final de semana. Bjos!!!

  32. Beth disse:

    Então, viva o diferente!
    Postei tb sobre isso, claro que com a devida diferença de palavras… Sempre que venho aqui aprendo algo, nem que seja a escrever.
    Ahahahahahaha!
    E agora, viva tb a çebola!
    Um cheiro p/ fofos!

  33. Diego Xavier disse:

    São as nossas diferenças que nos faz diferente das outras pessoas e é para isso que as diferenças existem!!!!
    Porfundo e complicado!?!?

  34. Norma Sueli disse:

    Salve Salve as diferenças, o importante mesmo é enterdermos e têrmos consciência, que o “Pré-conceito”, nos é inerente, e nos serve até como auto defesa.
    Temos que saber tb que não existe só o pré conceito maléfico ,existe tb o benéfico que nos proteje de todo tipo de imoralidade e como o nosso julgamento qto a isto é altamente discutível, a liberdade de interpretação pessoal deve ser sempre respeitada!

    Li este texto num site e achei que veio a calhar com o texto:

    “Se desejamos combater o preconceito injusto e a discriminação indevida, a solução não é impor igualdade mascarada e fictícia por intermédio de leis. A solução é admitir e esclarecer as diferenças, as aparências e as realidades para que o sistema de defesa humano as compreenda e não rejeite o que for normal e saudável. Tentar impor qualquer tipo de igualdade, por força de lei, é semear a falsidade, a hipocrisia, o desrespeito e, por conseqüência, a violência. Amar, não é simplesmente compreender, tolerar e querer bem ao próximo. Amar o próximo é também ter a coragem de repreendê-lo para que se torne bem-sucedido como ser humano e cidadão.”

    Beijos da mana

  35. Olha só… Você elogia meu psot aí eu venho aqui pra ver o que de bom você escreveu e “BOOM”: um post sobre uma coisa que eu sempre pensei e com provas ciêntificas. Junior, você é o cara. E digo isso por que como eu já disse em outros posts, nossos pensamentos são muito iguais. Eu estou esperando chegar aqui um dia pra descordar de você sobre algo.

    Um abraço amigo.

  36. Ah! Só pra constar… Tá vendo, você é paulista, é diferente, puxa o “s”, mas mesmo assim eu fico te elogiando. hehe!

  37. […] não acredito em igualdade entre operários e industriais, entre negros e brancos, ricos e pobres. Não acredito em igualdade entre as pessoas. Acredito e aposto as minhas fichas nas diferenças entre elas, aposto com você que são as […]

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