hipótese



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Hipótese. Aprendi há bastante tempo o significado dessa palavra, é uma coisa que não é, mas a gente finge que é pra ver como seria se fosse. Então vejamos se por hipótese…

Todos os camelôs de Sampa resolvessem ao invés do trabalho honesto de vender mercadorias ilegais, roubadas, falsificadas, em boa parte alimentando o crime organizado, o contrabando e a sonegação fiscal, entulhando as calçadas, interrompendo o transito, destruindo espaços públicos, explorando crianças, concorrendo injustamente com comerciantes que pagam impostos, registram seus funcionários, vendem com nota…

Suponhamos que por hipótese a título de reflexão, ao invés de toda essa honestidade, por falta de emprego eles resolvessem cair na criminalidade.

Será que os cidadãos igualmente honestos consumidores dos ótimos produtos de ótima procedência dos honestíssimos camelôs sem oportunidades ficariam mais ou menos felizes do que são hoje?

Não se aflijam, tudo isso foi só hipótese. E quando eu penso nessas hipóteses fico com a impressão de que não existem mais bandidos que mocinhos, muito menos pelo contrário.

O texto termina no parágrafo anterior, mas resolvi colocar o meu comentário sobre o meu próprio texto. Se você fizer uma pesquisa na net encontrará algumas dezenas de estudos – de cabeções bem menos Zé Ruela do que eu – sobre o assunto. Vi um dizendo que o sonho dos camelôs que vivem com menos de 300 pilas por mês é voltar pro trabalho formal. Eu tô tempo todo com a placa de “precisa-se” aqui na fachada e não aparece nenhum, Por quê? Porque como camelô ele ganha pouco e trabalha idem. É o problema de pesquisas e estudos feitos por acadêmicos que vivem a quilômetros de distância da realidade. Bléeh! Aparecerão também aqueles pra dizer que eu não devo generalizar, que entre os camelôs tem gente de bem, blá blá blá… Eu posso e devo generalizar sim, porque só gente tonta não sabe que para toda regra existem exceções e eu não preciso ficar repetindo isso o tempo todo, além de eu não escrever pra gente tonta. Tá na hora de sermos mais pragmáticos com nossas ideologias, não temos mais espaço pro meio certo ou meio errado, certo é certo errado é errado. Os camelôs vão na tv pistolas da vida dizendo que não conseguem pagar as contas depois que o prefeito devolveu as calçadas pros pedestres, porra, a calçada é do pedestre (quem mandou votar no lula? rá rá). O Cacciola também ta pistola da vida porque foi preso, ele e os camelôs não são tão diferentes. Não é porque o cabra é pobre diabo que ele pode tudo. O discurso igualitário tinha de ser mais igualitário.

Quebra-quebra em Sampa, caminhão da prefeitura queimado, grana saindo do nosso bolso

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19 comentários em “hipótese
  1. Flavia Sereia disse:

    Você sempre matando a pau hehehe
    Me diga com que moral esse tipo de pessoa se acha ao julgar um politico corrupto por exemplo? O politico rouba, o camelô também está cometendo um crime e mais ainda quem compra seus produtos, e depois querem reclamar de do governo? ah faz favor!! Aquele ditado do olhar para o proprio rabo é bem aplicavel a esse tipo de pessoas.

    bjs

  2. Luma disse:

    UÉ?? cadê??

    Hipóteses? Diria que a China ficaria puta que o acordo afirmado com o Brasil fosse quebrado, tão legalmente! Lullinha então, arrancaria até os pelinhos da barba.

    Beijus

  3. Carla disse:

    Ô coisa complicada, né? Lendo tudo o que vocês escreveu nesse post, a gente vê que os erros são de há muito e não tem como consertar.
    Se ficar, o bicho pega. Se correr, o bicho come.
    Lula (não aquele que se diz presidente)já te contou que sonhou com você?
    Pergunta prele.
    Bjo.

  4. Lula disse:

    Falando por hipótese (só por hipótese, claro), tem ‘gente’, aqui do meu lado, que ficaria MUITO FELIZ se os vendedores de DVDs piratas abandonassem a profissão ‘honesta’ que exercem no momento, sabe? Ela, assim como nosso sinistro, digo, ministro da Cultura, Sr. Gilberto Gil e o nosso residente, digo, presidente Lula(aquele), NÃO tem nenhum DVD pirata (na ordem: “Tropa de Elite” e “2 filhos de Chico”) em seus acervos (LOTADOS de DVDs piratões).

    Me lembro de como eu ficava feliz quando não podia andar pelo centro de sampa livremente, sem ter que ficar desviando desses ‘franceses’ (vulgo camelôt’s).

    Aliás, foi exatamente por causa de um diálogo entre eu e ela, a respeito de compras no Shopping OI, aqui em BH, quando eu disse, por brincadeira, que você não iria gostar de saber que ela é freguesa habitual desses DVDs, que acabei por sonhar que você estava dando uma bronca nela. Hehehehe.

    Foi isso, véiamigovéi.

    Abração.

    Updeite: fofoqueira, né?

  5. DO disse:

    Por estas e outras é que adoro vir aqui e assino embaixo do que,geralmente,vc diz,JUNIOR.
    Não tem papas na língua,heheheh

    Abração!!

  6. Marcos disse:

    Dez milhões de empregos? Só na cabeça do mentecapto-mor e seus aceclas! Como deixou claro no seu post anterior, emprego há, e aos montes, até mesmo numa cidade de 120 mil habitantes, como a minha, o que não há é gente capacitada, o mínimo que seja, para ocupar as vagas. Sabendo disso melhor que nós dois juntos, o governo (ou melhor, os governos, contando com os estaduais e municipais), fazem vistas grossas e não se interessam em acabar com o contrabando e a pirataria. Apenas uma ou outra ação da polícia Federal, para inglês ver. Se levassem a sério proibindo a importação cos chineses, coreanos e paraguaios, legalmente ou não, seria uma multidão tão grande de desempregados, que o caos, que já existe, tomaria proporções apocalípticas.

  7. Oi Junior,

    Esse papo de que querem trabalhar é sinistro. Um camelô a mais significa um lojista (legalizado, que paga impostos, com carteira assinada, etc.) a menos.

    Mas acho que a perseguição deve ser feita dentro da lei, a mercadoria deve ser apreendida nos conformes e tals. E sou contra a polícia sair pelo meio da rua distribuindo cacetadas em quem encontra.

    Beijos

  8. raquel disse:

    Você foi certeiro!

    Eu não tenho mais saco pra essas demagogias… Tipo, eu até conheço uma meia dúzia de ambulantes que vivem há anos do comércio informal nas ruas. Você vê que o cara muitas vezes preenche uma lacuna do comércio, seja vendendo um salgado mais em conta, gostoso, já conhecido na vizinhança.

    Aqui atrás da minha rua toda sexta-feira tem uma feirinha que reúne pelo menos umas cem barracas vendendo de tudo. Roupas, bijou, artesanato, quitutes… Eu acho digno, sabe, porque o cara não tá ali vendendo um cd pirata, ele tá vendendo uma caixinha de madeira feita por ele mesmo, legal! Se você perguntar talvez pra esse cara se ele gostaria de ter uma loja, vendendo suas caixas, que ele mesmo faz, certamente a resposta seria SIM. Mas, como vc disse, o que a gente vê adoidado por ae é esse “comércio” bagunçado, de tranqueiras, porcariada que vem de fora, sendo empurrada por gente que não tá afim de correr atrás, SIM, não estão afim, porque eu digo mesmo, emprego tá complicado mas pra quem quer TRABALHO, tem um monte ae, minha gente.

    Quem não quer vale refeição, vale transporte, um salário maneiro e horário de seg a sexta? Quem quer enrolar no escritório? Ficar no msn? No orkut? Muita gente, né… Agora, TRABALHAR, acordar cedão, fim de semana, ralando? Ah, tô fora!

    Infelizmente…

    PS: vou catar um tutorial de como baixar torrents e te mando!

    Um beijo e desculpe pelo testamento!

  9. Tina disse:

    Oi Junior!

    O problema e que o discurso e sempre diferente… E seus posts cada dia mais pertinentes. Muito bom.

    beijos querido e obrigada pela mensagem de carinho.

    Bom fim de semana,

  10. NEGÃO disse:

    Essa hipótese me deixou com gelo na espinha!

  11. Yvonne disse:

    Junior, seu post é uma das minhas paixões por ser extremamente lúcido. Tal qual o DO, assino embaixo sem nenhuma crítica ou algo a acrescentar. Beijocas

  12. Hanny Meire disse:

    OI, tudo bom ? Vim para comentar o post anterior, viu ? Estou fazendo um trabalho para a faculdade e vou usar o seu exemplo, viu ? Claro que citarei seu blog nas referências !

    Sabe, a gente se horroriza, mas isso é uma situação muito comum nas escolas públicas. Com essa lance de aprovação automática, o aluno não pode ser reprovado de forma alguma, por isso ele sai do terceiro ano sem saber ler, escrever e sem saber se expressar.Claro que muitos saem assim por que não querem estudar e se esforçar mas alguns saem por que possuem dificuldade mesmo de aprendizado ( ou dificuldade de alfabetização ) e não encontram professor que os orientem.

  13. cilene disse:

    Eu acho que nao tem emprego para todos. Acho horrivel camelo. Acho que eles deveriam ter um lugar proprio e nao ficar no meio da rua atrapalhando todo mundo e deixando as cidades mais feias. Mas nao existem empregos para todos. No primeiro mundo nao tem camelo do meio de rua, mas as lojas populares vendem esses mesmo produtos “falsificados”. Mas existe a diferenca que eles pagam os impostos.

  14. Cejunior disse:

    Aqui no Rio os camelos vendem de tudo mesmo!!!! E o nosso eterno prefeito, o César Maia, criou uns locais chamados de “Mercados Populares”, que a população logo apelidou de camelódromos…
    Pois bem, os tais mercados populares são um antro de produtos contrabandeados, roubados, furtados, falsificados e pirateados.
    Nem a polícia militar ou a guarda municipal entram lá… apenas a PF quando quer manchete na TV aparece e apreende uma montanha de tenis (para onde será que vão?)….
    Essa turma (os camelôs, não a PF…) não tem qualificação nenhuma e possivelmente ia estar na informalidade de qualquer maneira.
    A saída ?
    Não sei…. não sei mesmo… mas como tudo neste país está mesmo uma bagunça, não vai ser um camelô a menos ou a mais que vai melhorar um pouco a coisa…
    Acho que eles vão ficando… ficando…
    Um abração e uma boa semana.

  15. Saramar disse:

    Para mim, tal atividade deveria ser sumariamente proibida. Ninguém iria morrer de fome e os honestos continuariam honestos em outras atividades, enquanto os desonestos…quem sabe, podem se tornar políticos. Já têm o know how.
    Aqui na minha cidade, um exemplo clássico foi a baderna dos condudores de van para transporte público. De repente, tomaram a cidade, como gafanhotos. O governo tentou organizar e regulamentar. Eles não obedeciam as normas, mas elegeram um “representante” para a câmara de vereadores.
    O governo simplesmente proibiu a atividade. O mundo caiu, manifestações por todo canto e até uma morte. O governo continuou duro e eles sumiram. Ninguém sentiu falta, a criminalidade não aumentou e o representante edil continua sua vitoriosa carreira.
    Se os governantes tivessem coragem seria assim.
    Se….

    beijos

  16. Flávio disse:

    Concordo, Junior. Eu tb tou p da vida, com essa mania de transformar o cidadão em culpado pela miséria e preguiça que o governo patrocina! Abraçã

  17. Estamos em convergência? 😀

    Gostei da hipótese.

    Abração!

  18. Bruna disse:

    Junior, não por hipótese, mas acho que você foi pro Sul, visitar nossa querida Bianca e conferir a Oktober Fest. Ou não?

    Bem… passei deixar um beijo, um abraço e desejar um feriado prolongado muito feliz!

    Até a volta! hehehe

  19. Estava com saudades de suas visitas, Júnior! Já que não comentas mais, o Blogblogs lhe denuncia.

    Ótimos textos como sempre. Até quando não tem uma palavra se quer escrita.

    Abraço!

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